Militar foi atingido na cabeça por uma bala de grande calibre.
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Os Jogos Olímpicos Rio 2016 já fizeram uma vítima fatal da violência que diariamente assola aquela cidade brasileira, mesmo com a suposta presença nas ruas do maior esquema de segurança já montado no Brasil, com um efectivo anunciado de 100 mil pessoas. Morreu no final da noite desta quinta-feira o militar da Força Nacional Hélio Vieira Andrade, de 35 anos, baleado quarta-feira ao entrar por engano na favela Vila do João, no Complexo de Favelas da Maré, na zona norte da capital fluminense.
Atingido na cabeça por uma bala de grande calibre, o militar foi levado para o Hospital Salgado Filho, na mesma região da cidade, e submetido a uma cirurgia de emergência levada a cabo por neurocirurgiões durante quatro horas e meia. No final da noite de quinta, no entanto, o militar não resistiu e a sua morte foi anunciada pelo próprio ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, que anunciou igualmente luto de um dia em todo o Brasil em homenagem ao militar abatido.
Hélio era do estado de Roraima, no extremo norte do Brasil, fronteira com a Venezuela, no coração da selva amazónica, e tinha sido enviado ao Rio de Janeiro, como milhares de outros polícias e militares, para reforçar o gigantesco esquema de segurança montado para a Rio 2016.
Sem conhecer bem a cidade, o militar, que conduzia um carro onde iam ainda outros dois membros da força nacional, guiava-se por um GPS que, erróneamente, o levou para o acesso da favela, onde foi recebido à bala.
Este é o evento mais grave registado desde o início dos Jogos Olímpicos, há uma semana, mas não o único. Balas têm sido disparadas contra instalações da Rio 2016, nomeadamente contra o parque olímpico de deodoro, um autocarro com jornalistas estrangeiros foi atacado numa via exclusiva para participantes nos Jogos Olímpicos na região de Curicica, e por toda a cidade têm-se sucedido assaltos a turistas, atletas e até autoridades.
O gigantesco aparato de segurança anunciado pelas autoridades brasileiras, bastante visível junto aos recintos olímpicos, deixa no entanto vastas outras regiões do Rio de Janeiro a descoberto, numa falha gritante. O autocarro com repórteres estrangeiros atacado terça-feira, por exemplo, seguia pela avenida transolímpica sem qualquer escolta, e o motorista teve que acelerar e percorrer alguns quilómetros até encontrar um carro da polícia para pedir ajuda.
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