Na longínqua Nigéria, na cidade de Jos, uma miniguerra entre cristãos e muçulmanos acabava, com dezenas de vítimas.
Do dividido Afeganistão chegavam indicações confusas sobre a morte do ‘Leão de Panshir’, o comandante Massoud. Na véspera, dois falsos jornalistas tinham assassinado a melhor cabeça que poderia suceder, de forma responsável e corajosa, aos Taliban.
Os homicidas pertenciam a uma organização misteriosa, que em 1998 tinha destruído as embaixadas americanas em Dar es Salaam e Nairobi.
Chamava-se al-Qaeda. Meses antes, falando-me sobre bin Laden, num jantar a quatro no último andar da residência do embaixador dos EUA, em Lisboa, o ex-conselheiro de segurança nacional de James Carter, Zbigniew Brzezinski, dizia-me: “Não exagere a importância dessa gente; o terrorismo é um mero acessório no mapa geopolítico.” Viu-se.
Há uma história por escrever, sobre a guerra secreta entre Pequim e a rebelde Formosa, pelo estabelecimento de influência política e relações económicas em África. O círculo de amigos de Taiwan diminui drasticamente: conta hoje apenas com São Tomé, o Malawi, a Suazilândia, o Burkina Faso e a Gâmbia. O candidato presidencial da oposição zambiana, Michael Sata, sugeriu que poderia restabelecer relações com Taipé. O embaixador chinês em Lusaka, Li Baodong, reagiu violentamente, explicando que o país ficaria isolado. Interferência na vida interna de um estado? O que é isso?
Informado pelos incompetentes e infiltrados serviços secretos locais, impotente e preocupado, o PM indiano avisava, há dias, para uma vaga inimaginável de terror. Depois foi a carnificina da mesquita de Malegaon. Eis a temida próxima guerra pela alma do mundo.
Face a Deus e à memória, sozinho na cela, está Bernardo Provenzano. Lenda sangrenta da Sicília e da Máfia, encerra ainda muitos segredos. A sua versão sublinhada, comentada e anotada da Bíblia está a ser estudada nos laboratórios do FBI, em Quantico. Ao que parece, contém um código vital, mas Dan Brown ainda não sabe.
O chefe do governo finlandês, Matti Vahanen, presidente da UE, diz que a Turquia trará estabilidade à Europa. Ámen.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt