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O brasileiro Leo Santos descobriu a competição, numa notinha de canto de página do jornal local e foi conferir:

“Fui esperando ver o estádio da Universidade do Texas com bom público. Ao chegar, decepção. Nem estádio era. Um campo entre outros de treino, com dimensões reduzidas, uma arquibancada para umas duzentas pessoas, e mais umas cem aboletadas à beira do gramado. “A ‘bilheteria’ era uma mesinha, com duas adolescentes que me salvaram de uma viagem ao caixa eletrônico, aceitando os sete dólares que tinha no bolso, apesar de o cartaz anunciar a entrada a dez.

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“O jogo já havia começado e Romário lá estava, repetindo a sua especialidade dos últimos anos, paradão na frente, esperando uma bola redondinha para encurtar ainda mais o seu caminho até os mil golos. E não era o único tetracampeão em campo. Zinho jogava ao seu lado.

“O ‘clássico’ era entre o Miami F.C. e o Dallas Roma, equipe amadora em que Romário se sentiria um garoto. O líbero do time adversário tinha cara de quem já jogava quando o Baixinho gatinhava. “Para encurtar a história, os amadores do Dallas meteram um a zero, golo de penálti. Romário ainda arriscou alguns chutes a golo, entre berros que a torcida local deveria agradecer por terem sido proferidos em português, por impronunciáveis, diante de tantas crianças sentadas ali, à beira do campo.

“Ao final, o poderoso Miami F.C. acabou desclassificado pelos amadores. E Romário saiu de campo mais rapidamente do que em qualquer pique durante os 90 minutos.

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“Doeu, Renato. Doeu testemunhar dali, a dois passos da lateral, o ocaso de um craque extraordinário. Esta patética busca dos mil golos não vale a lenta imolação de quem um dia foi o maior do mundo.”

a pequena visão de pekerman. Desconfie sempre de quem tem jogadores como Tevez e Messi e os deixa no banco. Desta vez, o técnico argentino José Pekerman até escalou o atacante do Corinthians desde o início. Mas ganhando por 1 a 0, preferiu recuar e preterir o garoto-prodígio do Barcelona (que poderia puxar os contra-ataques), lançando Julio Cruz (companheiro de Adriano na Inter de Milão e tão “habilidoso” quanto ele). O castigo veio no empate de Klose e na eliminação por penáltis - num jogo decepcionante em termos técnicos. Bem-feito.

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