Francisco José Viegas

Escritor

Blog

24 de abril de 2013 às 01:00
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Bom entusiasmo, este – ao mesmo tempo que a Câmara do Porto, em contenção para o que acha conveniente, decide não apoiar financeiramente a realização da feira do livro na cidade, o que custaria 75 mil euros.

Entre uma coisa e outra, há um vazio terrível que costumo comentar como uma espécie de "pessimista de serviço": o livro – como o conhecemos hoje – é uma espécie ameaçada e, sobretudo, ameaçada pela indiferença. Não se trata apenas de um "produto de entretenimento", como garantem os imbecis das "indústrias de lazer" para quem tudo é igual na irrelevância; é o centro da minha cultura, da nossa cultura, da nossa história e da nossa tradição. É por isso que a indiferença da Câmara do Porto em relação à feira do livro é duplamente grave.

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