Em ‘A Brasileira de Prazins’, Camilo Castelo Branco cria um personagem semelhante, um falso D. Miguel que visita o país às escondidas para organizar o combate contra as indignidades do governo –que o expulsara. Os padres de Braga e os seus pelotões de aldeia fiaram-se nele; na verdade, precisavam de um D. Miguel que lhes dissesse o que queriam ouvir.
Mesmo depois de desmascarado (era, afinal, um valdevinos), houve quem o desculpasse. Baptista da Silva também será um valdevinos, com a vantagem de ter estado quase a entrar para a Academia do Bacalhau e ter fotos no Facebook; no resto, a personagem assenta--lhe bem, contentando os que precisavam de legitimidade para o seu lero-lero. Não é preciso grande coisa, afinal, para ser Baptista da Silva.
Coluna segundo as regras do Acordo Ortográfico
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt