As letras pátrias e os prosadores de aleluias e repentes líricos passam adiante quando ouvem este nome, mas não deviam: na prosa portuguesa dos últimos quarenta anos, José Cristóvão Moreira, aliás Solilóquio (era assim que assinava, com a aura discreta e honrada de um amante sensível), merece uma distinção especial. Classificá-lo como crítico tauromáquico não é injusto – mas pode ser redutor.
Eu, que não sou aficionado (muito menos adversário), quase me converti pelos seus textos: literatura, génio, minúcia, marcas de uma cultura vastíssima, capaz de música e de tragédia. Li ‘Memórias de um Bilhete de Sol’, ‘Da Glória à Tragédia’, ‘Pela Porta Grande’ e ‘Na Arena ao Cair da Tarde’, o que significa que me restam trinta para consultar. Solilóquio era um grande mestre da nossa língua.
Diz a imprensa que ‘Tampa’, de Alissa Nutting é o livro mais polémico deste verão: trata da paixão entre uma professora de 26 anos e um estudante de 14, contada do ponto de vista da mulher. Inspirado na vida real, como se sabe.
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