Francisco José Viegas

Escritor

Blog

22 de fevereiro de 2013 às 01:00
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Todos devemos um pouco ao fundador da linguística moderna e ao seu livro ‘Curso de Linguística Geral’, que reúne o essencial dos seus ensinamentos, e que foi publicado três anos depois da sua morte. É nele que se encontra a base da que, depois, foi designada como "linguística estrutural", bem como o conjunto de conceitos (signo, valor, significante e significado, língua e fala, ou sincronia e diacronia) que constitui a matriz da sua obra e que foi também adotado por outras ‘ciências’, como a antropologia, a psicanálise ou os estudos literários. Com Saussure, a linguística deixou de estar reduzida ao domínio da filologia e do simples ‘conhecimento das línguas’ – embora nada fizesse prever que hoje se tornasse tão totalitária e inútil.

Para os que se referem muito à ‘tradição judaico-cristã’, recomendo o livro de David Nirenberg, ‘Anti-Judaism’, acabado de sair. De S. Paulo a Marx, passando por Voltaire, Kant ou Hegel, o Ocidente é sobretudo antissemita.

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