Também não há muito a dizer sobre os prémios e as nomeações, nem sobre ‘Argo’ ou ‘A Vida de Pi’, a não ser que Tarantino obteve o Óscar que lhe faz mais justiça. A gripe (e a ausência de Billy Crystal) impediu-me de acompanhar a maratona, mas não de revisitar o absurdo da noite, quando Hollywood se vergou à Casa Branca e convidou Michelle Obama para anunciar o prémio de Melhor Filme (‘Argo’, claro). Se não havia uma doutrina Obama para o cinema, pode ser este o seu início. Absurdo? Muito. Creio que é a primeira vez que a Casa Branca entra tão diretamente no ‘show business’. E que Hollywood abdica da sua independência.
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