Francisco José Viegas

Escritor

Blog

17 de setembro de 2013 às 01:00
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Queriam relatar e compreender a revolução ao vivo e fazer a crónica da queda de Bashar al-Assad, festejando ao lado dos "exércitos insurgentes". Faz sentido: desobrigados de informar, o jornalismo e a "politologia" também gostam de emoções e trincheiras. Acontece que ambos foram presos pelos bravos revolucionários, depois torturados e finalmente libertados ao fim de uns meses. Sorte. Contam agora como os "rebeldes" são gente má, violenta e sem escrúpulos, uns bandidos, coisa que diziam antes de Assad.

Os europeus gostam muito de revoluções e de "insurgentes", desde que não sejam ao pé da porta nem impeçam os jornalistas de verificar as mortes dos outros. De facto, o turismo revolucionário está cada vez mais perigoso.

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Acabo de ler ‘Sex and the Citadel’, de Shereen El Feki, sobre a intimidade e a vida sexual nos países árabes "em mudança": ou seja, o combate pela liberdade e pela identidade, contra o medo. O resto é religião e violência.

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