O nacionalismo basco também tinha essa preocupação étnica e até racista. Há uma dimensão histórica nesse independentismo (que ameaça transformar-se em independência depois do referendo do próximo ano), mas a Catalunha moderna, contemporânea, aparentemente cosmopolita (mas que nunca prescindiu da sua identidade), cresceu em harmonia com Espanha e com a adesão europeia.
Sem essa cobertura, não passa de uma existência atrevida e provinciana, com alguns toques republicanos, onde não faltam a ingratidão, que é o pior dos males, e a pequenez, que é filha da arrogância. Que isto aconteça numa Europa sem passaportes pode bem ser um anacronismo cómico – mas que seja tão xenófoba já é preocupante.
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