Mais um pouco e seria um escândalo para o pensamento chique europeu, que passou um ano a festejar Hollande (um personagem que reconduzirá a França à beira do precipício) e a justificar os anos da desregulação das economias do Sul da Europa.
Tudo isto é injusto. Ainda por cima por causa do ódio a Merkel, a única líder europeia com força para enfrentar os próximos anos. Para muitos, snobes e cheios de certezas, Merkel tem do seu lado o mau gosto, o luteranismo, a disciplina germânica e metade do seu eleitorado. Não é agradável, dizem, pesarosos. Mas, para a História, trata-se da reconstrução da Europa através do seu eixo central.
Convinha que lessem ‘Danúbio’, de Claudio Magris, para compreender um pouco do passado – e perder algum do ressentimento que cega os melhores espíritos.
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