Francisco José Viegas

Escritor

Blog

05 de julho de 2013 às 01:00
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A expressão pode parecer inócua, mas está na base da tentativa de os militares evitarem o caminho para um regime religioso e islâmico no país, destino para onde o presidente anteontem deposto tinha indicado a direção.

Alaa Al-Aswany, um escritor muçulmano (autor de ‘O Estado do Egito’ e ‘Chicago’), esforçou-se por provar que havia uma ponte entre um regime de inspiração religiosa e uma forma qualquer de democracia – ele apoiou a Irmandade Muçulmana e impediu que os seus livros fossem traduzidos para o hebraico; não sei o que Naguib Mahfouz (1911-2006), vencedor do prémio Nobel da literatura em 1988, pensaria sobre este assunto, ele que

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foi perseguido pelos Irmãos Muçulmanos e vítima de vários atentados levados a cabo por motivos religiosos, mas acho que ficaria mais tranquilo depois do golpe militar. Coisas tão estranhas que acontecem no mundo.

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