Os livros de John le Carré abandonaram por algum tempo o cenário do MI6 e da URSS, e – do outro lado – as histórias de Julian Semyonov passaram a ser uma espécie de documentário, com intervalos para os thrillers de Robert Ludlum, por exemplo, ou Jack Higgins.
Tom Clancy, primeiro, Daniel Silva e James Patterson depois, reconstituíram o cenário com vantagens para os leitores do género, embora com muito menos qualidade literária. É certo que a Guerra Fria continuou por outros meios e noutros cenários, tal como uma constante nesses livros: mantiveram-se a vigilância eletrónica e a espionagem a pessoas e líderes políticos.
Os leitores dessa "má literatura" não ficaram surpreendidos com estas acusações aos EUA. Ao pé dos atuais líderes, Nixon era um anjinho. Esperam--se mais romances.
A Assírio & Alvim lança em novembro a 5.ª edição, revista e aumentada pelo autor, de ‘Photomaton & Vox’, de Herberto Hélder – um grande livro da nossa poesia: "Se alargas os braços desencadeia-se uma estrela", assim começa.
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