Carlos Anjos

Presidente da Comissão de Proteção de Vítimas de Crimes

Chaga social

23 de agosto de 2013 às 01:00
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Até este momento, foram assassinadas em Portugal 26 mulheres, em situações que se enquadram no tipo do Crime de Violência Doméstica. O assassino não foi exclusivamente o marido ou o companheiro.

Foi também o pai, o namorado, o ex-companheiro ou ex-namorado. As situações são diversas, a motivação é diversa, assentando sobretudo no ciúme, no não aceitar o fim da relação ou o querer manter uma situação de dominação total sobre a vítima. O resultado é claro: a morte da vítima.

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É contra esta situação que nos devemos revoltar. Infelizmente não acredito que esta situação se altere a curto prazo. Esse desiderato, e se na verdade quisermos alterar esta situação que nos envergonha a todos, é trabalho para uma geração, mas tem de começar já e nas escolas. Se quisermos alterar esta situação, tem de ser introduzida no currículo escolar, logo no 1º ano, uma disciplina de cidadania, onde se promova a tolerância e o respeito pela pessoa humana e pelos direitos individuais dessa mesma pessoa.

Só uma sociedade mais tolerante, que aceite as opiniões discordantes, pode minorar este problema. Até lá, para reduzir este drama apenas existe um caminho: estigmatizar verdadeiramente os agressores.

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