Armando Esteves Pereira
Diretor-Geral Editorial AdjuntoDinheiro e política
25 de abril de 2007 às 00:00Em mais de um ano de novela, Paulo Teixeira Pinto sempre disse que o preço de 5,70 era justo, mesmo quando a cotação do BPI em Bolsa disparava e o desmentia.
Os quase mil milhões de euros oferecidos ontem a mais constituem uma homenagem do BCP ao mérito da equipa de Fernando Ulrich, que vem liderando a luta contra a OPA. O trabalho da administração e a recusa do núcleo duro do banco fundado por Artur Santos Silva já deu um lucro potencial aos accionistas de 988 milhões de euros. Apesar de ter subido a parada, Paulo Teixeira Pinto ainda não tem a vitória assegurada.
O sucesso final depende do que decidirem o grupo Al-lianz, os brasileiros do Itaú e especialmente os catalães da La Caixa que têm 25% do BPI. E os espanhóis não são um banco que tem de prestar contas a accionistas normais.
O patrão de La Caixa é o governo autónomo da Catalunha. Não deixa ser estranho que o sucesso de mercado de capitais em Portugal dependa de um governo de Barcelona, que actualmente é constituído por socialistas, comunistas e nacionalistas catalães de esquerda. Afinal as OPA também se ganham com política, não basta o dinheiro.
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