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No futebol há vencedores e vencidos e há heróis e há culpados: são indispensáveis à mitologia e às lendas do jogo. Na quarta-feira, o culpado da derrota do Manchester United na final da Liga dos Campeões chama-se Cristiano Ronaldo. Esta não é uma opinião antipatriótica, muito antes pelo contrário… O problema do ‘United’, como colectivo, na noite de Roma, foram os primeiros dez minutos do jogo, em que Cristiano Ronaldo, como individual, jogou tanto, rematou tanto, assinou jogadas de tal modo brilhantes, que o resto da equipa – e eram mais dez! – se embasbacou e se demitiu de jogar à bola. Ficaram todos, preguiçosamente, à espera de que o filho da Dona Dolores resolvesse, mais cedo ou mais tarde, a questão e lhes entregasse a Taça embrulhada em celofane, como se fosse um vaso de estrelícias da Madeira.

O futebol tem destas coisas. Contra a corrente do jogo – ou melhor, contra a corrente de Ronaldo –, o Barcelona marcou um golo, aproveitando a desatenção das linhas recuadas do ‘United’, visto que todos os defesas da equipa inglesa estavam a conversar uns com os outros sobre a sorte que tinham em ter o português e que nem sequer lhes valia a pena incomodarem-se muito com os catalães. Foi por isso mesmo que Samuel Eto’o fez o 1-0 para o Barça e lançou a maior confusão no campo adversário, que nunca mais se entendeu. Ronaldo foi desaparecendo do jogo e, do outro lado, a Lionel Messi bastou-lhe aparecer um segundo para fazer o segundo golo do Barcelona e acabar com a história.

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Cristiano Ronaldo, agora, vai ter de sofrer o castigo supremo: reunir-se à selecção nacional e preparar-se para o emocionalmente esgotante confronto com os albaneses. Merecia melhor.

GUARDIOLA, BOA IDEIA!

Josep (‘Pep’) Guardiola tem 38 anos. No ano passado, causou espanto a sua nomeação para treinador do Barcelona. Como jogador, Guardiola tinha dado muito ao seu clube do coração. Mas enquanto treinador estreante como seria? Foi óptimo.

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RUI COSTA, QUEM SABE?

O caso Guardiola leva a pensar no caso Rui Costa. Não foi feliz o ex-jogador-referência do Benfica no seu ano de estreia no cargo de director desportivo no clube do seu coração. Teria corrido melhor se fosse ele o treinador? Quem sabe?

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