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E, no início, num exercício com máquina de escrever, como que a recordar o passado, lá se falou de exigir o impossível. Aquilo que a poesia pode pedir e que o País gostaria de ter. Num País de poetas, claro, Mário Soares prometeu não ir às escolas para fazer discursos, mas sim para ouvir os jovens. Para escutar a poesia das ruas, o rap, presume-se. Afinal um dos seus apoiantes disse que ele era “uma boa onda”, um bom ‘slogan’ para substituir o velho ‘Soares é fixe’. Mudam-se os tempos, mudam-se as palavras.

Joana Amaral Dias, para dar um ar ainda mais jovem à candidatura de Soares, falou da educação. Cavaco Silva falou do “reforço da qualidade da nossa democracia” e, até adivinhando que isso era o tema do dia, do “segredo de justiça”.Os seus apoiantes como Medina Carreira ou Vera Nobre da Costa elogiaram-no e, no fim, parte dum seu discurso foi bem misturado com o hino da campanha. Foi forte.

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Garcia Pereira continua, através dos seus apoiantes, a bater em Soares e Cavaco. E um deles falou da discriminação nos debates em que ele foi o único que não participou. Pode ter razão. Mas, afinal, Garcia Pereira não é um poeta.

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