João Pereira Coutinho

Fantasias

28 de setembro de 2013 às 01:00
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Se a política portuguesa oscila entre a comédia e a tragédia, Woody Allen teria que aterrar entre nós. Para começar, soube-se que Paulo Portas, de passagem por Nova Iorque, falou com a trupe de Woody para que filmassem qualquer coisinha em Lisboa. Luís Filipe Menezes não gostou.

Lisboa? E por que não no Porto? Bem observado.

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Embora, aqui entre nós, fontes ouvidas pelo colunista tenham garantido que Woody Allen talvez preferisse locais menos óbvios, como Gondomar ou Sacavém.

Seja como for, é de louvar que a elite política nacional esteja disponível para perder tempo (e dinheiro) nos postais ilustrados de Woody Allen. Mero provincianismo? Talvez. Mas, como o próprio Woody ensinou no belíssimo ‘A Rosa Púrpura do Cairo’, sempre que a realidade é amarga (juros que não descem, dívida que sobe, segundo resgate no horizonte), a única coisa que nos resta são mesmo as consolações da fantasia.

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