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Foi um peruano, Hernando de Soto, quem melhor notou algumas das razões do subdesenvolvimento: administração ineficiente, burocracia desenfreada e um sistema jurídico inaplicável. Mas a actuação de Chávez e Ortega expôs outra das principais – a autodesresponsabilização ‘pavloviana’ dos governantes: a culpa é sempre dos EUA, do capitalismo, do tenebroso Ocidente.

Nunca dos próprios. ‘Eles’ são sempre vítimas do sucesso dos outros. O caldo de (in)cultura terceiro-mundista, que faz com que pessoas e países permaneçam na miséria, é feito de teimosia nas opções erradas e de aversão a todas as experiências que sejam êxito. E a sua equação é simples – se ‘eu’ estou mal é porque há alguém que está bem.

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