Mas se uma juíza está efectivamente doente, internada, recebe indicações médicas para não sair do hospital, a Justiça é cega e obriga-a regressar, ainda que seja tudo uma farsa, que a audiência não seja mais do que marcar calendário. A Justiça está doente? Já sabíamos. Mas dispensávamos a imagem de uma mulher jovem, bonita, entrar numa sala de audiências vestida de toga, amparada a uma colega para não cair. O ar de sofrimento de Liliana Carvalho, durante toda a manhã de ontem, não deixa dúvidas de que também na Justiça só a capacidade de aceitar excepções é que justifica que existam as regras.
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