Sendo tal cenário verdadeiro para todos, num curto, médio ou longo prazo, quer se trate da mulher mais velha do Mundo ou do bebé que nasceu esta semana e poderá ser o rei britânico no ano 2100, quando todos ou quase todos estivermos mortos – passe a homenagem aos textos que Frederico Pombares, Henrique Dias e Roberto Pereira escrevem para o ‘Desatina Carreira’... –, nunca deixará de ser espantoso quanto precioso tempo nós desperdiçamos em indecisões ou nos ópios mais variados (incluindo o verdadeiro ópio), que distraem do que é realmente importante.
Quem não tem a infeliz felicidade de crer no absoluto determinismo, no qual tudo se encontra decidido à partida, pode encontrar consolo numa tese de física quântica postulada em 1957 por Hugh Everett III, segundo a qual coexistem infinitos mundos criados pelas nossas decisões. Pode muito bem ser que acertemos num desses mundos.
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