Entre a ressaca emocional, que tantas vezes é o estímulo para o grande salto em frente, e a reformulação instrumental, capaz de abraçar o sintetizador e a rítmica sincopada (por exemplo em ‘Ruin’, uma das jóias desta coroa), Cat Power mantém imaculado o essencial: a voz é sempre radical, mostrada no limite da decência. O que nada tem a ver com o grito, que raramente pratica. O resto são as boas canções, para durar, de ‘Cherokee’ a ‘Manhattan’. O estilo é sempre inconfundível. E precioso.
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