Não é preciso ser um génio para fazer as contas: a mais de 200 km/h, conheço gente para quem a autoestrada é o autódromo do Estoril. E que confessa o feito com indisfarçável orgulho.
Curiosamente, alguns destes exemplares passaram o dia de ontem a criticar um certo maquinista espanhol que matou oitenta pessoas, feriu cento e tal – tudo porque o referido cavalheiro não respeitou os limites de velocidade. Verdade que os aceleras que eu conheço não têm nas mãos centenas de vidas; apenas as deles, da família e de alguns condutores em volta. Mas não deixa de ser irónico que alguns destes moralistas sejam tão psicopatas como o maquinista espanhol.
Texto escrito com a antiga grafia
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