‘A ponte é nossa', eis o lema que uniu a malta - e a polícia, claro, não gostou.
Verdade que a malta também não: de acordo com uma exemplar da espécie, era intolerável estar duas horas retida ao sol para identificação policial sem que os agentes partilhassem a água. Tirando o deprimente amadorismo da coisa (quando será que o Brasil envia para cá alguns profissionais para instruir estas crianças?), sobra a arrogância e a estupidez.
A ponte é de quem? Deles?
Ou será antes dos milhares de portugueses que precisam da dita para circular e trabalhar? O episódio anedótico que enfeitou Lisboa em dia de greve mostra bem o que seria deste país se a ‘rua', e não instituições democraticamente eleitas, governasse de facto: um festival de birras em que aqueles que fogem da água em casa andariam a pedinchá-la na via pública.
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