Apesar do mistério que cultiva, este grupo, semelhante a tantos outros (Fórum Económico de Davos, Comissão Trilateral, e agora o G-20, etc.), nada tem de especial a não ser o mediatismo de muitos dos seus membros, o que explica o sucesso da imagem de marca que ciosamente defende.
Também chamado Clube Bilderberg, foi criado em plena Guerra Fria (1954) com o objectivo de conter o avanço do comunismo soviético. Obviamente, a evolução da situação internacional obrigou os seus responsáveis, entretanto ‘renovados’, a actualizarem uma agenda que permanece informal e que, em princípio, se limita a reflectir sobre os equilíbrios e desequilíbrios mundiais, como qualquer reunião de banqueiros em qualquer parte do globo. Os mitos que se criam à volta destas reuniões evocam poderes ocultos, conspirações sombrias, tentativas de criar um governo mundial a ser gerido como qualquer empresa multinacional. Tais paranóias apenas demonstram como é difícil por vezes entender a realidade.
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