Carlos Rodrigues

Diretor

Bilhete Postal

28 de junho de 2023 às 00:32
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Algumas notas a caminho do verão. Não há forma de tornear o óbvio. Putin começou por fazer voz grossa, depois mostrou alguma fragilidade, e no terceiro momento da crise voltou a ameaçar o carniceiro do Grupo Wagner. Mas o segundo momento de força já parece forçado. Neste momento a liderança russa parece dependente da ajuda bielorrussa. Não é bom sinal para alguém que ainda há dias lançava ameaças nucleares sobre o Ocidente. Veremos se esta fragilidade do Kremlin é boa ou má para a Ucrânia.

Nota de verão também para a profissão de fé, feita por António Costa, na estabilidade. O primeiro-ministro diz que essa profissão de fé o afasta da Europa. Quero deixar claro que considero uma premissa errada. A estabilidade pela estabilidade não vale de nada, como temos visto desde que o PS ganhou maioria absoluta. Se Costa puder liderar a Europa, será um imperativo categórico aceitar. Nós por cá trataremos da estabilidade com novo ato eleitoral. O princípio ‘depois de mim, o dilúvio’ não é a solução para nada. Muito menos para o País.

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Última nota: a Seleção sub-21 conseguiu um apuramento milagroso. A equipa não tem jogado nada, mas tem muitos jogadores de enorme qualidade. Talvez o susto de se ver eliminada quase até ao fim do jogo decisivo seja um bálsamo, e agora se transforme em receita para a glória do título europeu. Mau começo, fim glorioso? Vamos lá!

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