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Num retrato das crianças menores de 12 anos, o portal Pordata mostra também que há 157 mil crianças em risco de pobreza em Portugal. País é dos que tem menor percentagem de crianças na União Europeia.
Independentemente da faixa etária, as crianças portuguesas abaixo dos 12 anos são das que mais tempo passam na escola, na União Europeia (UE). Portugal é, aliás, um dos cinco Estados-membros com as maiores cargas horárias, seja em creches, infantários ou escolas. A análise é do portal Pordata que divulga mais um estudo por ocasião do Dia Mundial da Criança.
Segundo os dados divulgados esta segunda-feira, a maior carga horária é a das crianças em idade pré-escolar até à entrada para a escolaridade obrigatória: 38,3 horas, bem acima da média europeia (30,8 horas). Segue-se a faixa etária entre os 6 e 11 anos, que passa, em média, 38 horas semanais na escola (com a média, na UE, a ser de 31,5). As mais novas (abaixo dos três anos) são as que passam menos tempo: 36,7 horas semanais. Ainda bem acima das 30,5 horas por semana na UE. Só a Hungria tem uma carga horária média maior, em termos globais. Em sentido contrário, é na Alemanha, Irlanda e Países Baixos que a carga média é inferior a 30 horas semanais, para qualquer uma das três faixas etárias.
Ao mesmo tempo, Portugal é um dos países com menos crianças no espaço da União Europeia. No País, vivem 1 milhão e 58 mil crianças, de entre as cerca de 50 milhões que existem no espaço europeu. Destas, cerca de 157 mil (ou seja, quase 10%) com menos de 12 anos viviam em famílias em risco de pobreza. Ainda assim, o estudo destaca que houve uma “melhoria assinalável” desde 2015, com uma redução de 103 mil menores nesta situação. A quebra regista-se também no espaço europeu, com menos 1,5 milhões em relação a 2015 (existindo, agora, 9,4 milhões de crianças em agregados familiares em risco de pobreza).
Este reduzido número de crianças pode ser explicado por outro dado que o estudo destaca. No espaço de 50 anos, Portugal deixou de ser o segundo país europeu com mais crianças (22%), para passar a ser o quarto país com menos crianças (9,8%). Isto traduz-se numa quebra de 12,1 pontos percentuais (p.p.) desde 1975. Só Espanha tem com uma quebra maior no mesmo período (12,4 p.p.).
No que toca ao número de crianças nos 27 Estados-membros, os países com maior percentagem são a Irlanda (14,2%), a Suécia (13,2%) e França (12,8%). Em sentido contrário, Itália é o país com menor percentagem (9,1%), seguindo-se a Grécia e Espanha (‘ex aequo’, com 9,8%).
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