Carlos Rodrigues

Diretor

"Almada vive uma situação de terceiro mundo. Nem em guerra seria normal..."

09 de julho de 2026 às 00:32
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Acabada a suspensão da realidade proporcionada pelo futebol, eis que voltam os problemas reais da vida de todos nós. Por estes dias, o Governo encontrou nova frente de batalha na Educação. Um ministro competente esbarrou na caótica digitalização dos exames. Fernando Alexandre explicou ontem, no canal NOW, que os problemas estão em vias de resolução. Aguardemos, portanto, sem conclusões precipitadas. Desse processo falaremos em breve, aqui no Bilhete Postal, quando estiver mais claro o que se passou, e sobretudo quando soubermos quando se resolve o problema, algo que deve ser, como muito bem salientou o Presidente, a prioridade. Bem diferente é o que os nossos concidadãos da margem sul do Tejo sofrem por estes dias. O concelho de Almada vive um cenário terceiro-mundista, com falta de água permanente ou intermitente, nalguns casos desde maio, como se Portugal estivesse em guerra - mas nem em guerra a situação seria normal. O crescimento da população não foi enquadrado pela modernização de estruturas. Falhou o planeamento, e o calor foi a gota de água, perdoe-se a ironia, que fez esvaziar os copos. A falta de consideração pelas populações é incompreensível, sobretudo se está em causa o poder autárquico. Sugiro que se implemente rapidamente um plano de emergência que passe por restabelecer o básico fornecimento de água. Caso contrário, há o sério risco de a paciência do povo se esgotar. E depois, o que fazer?

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