Carlos Rodrigues

Diretor

"Cá estaremos para escrutinar o ministro que tem a fasquia muito alta"

23 de fevereiro de 2026 às 00:32
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A nomeação de Luís Neves, ex-diretor da PJ, para ministro da Administração Interna é um daqueles casos, cada vez mais raros na República, em que o escolhido tem reconhecidamente competência para o trabalho e conhecimento da matéria e das áreas que vai tutelar. O novo governante toma conta da pasta num momento dramático para o País. O caos no primeiro socorro às populações afetadas pelas tempestades deixou os portugueses desconfiados sobre a Proteção Civil, e mesmo sobre a articulação com os militares. Recuperar a reputação do aparelho de emergência e prevenção do Estado é a primeira e mais difícil tarefa do ministro Luís Neves. Preparar todo o dispositivo para a época de fogos, que todos os especialistas antecipam como muito difícil por causa dos temporais, será o mais urgente desafio. Para o Governo, a fasquia fica alta na Administração Interna, e vai ser preciso trazer as expectativas de volta à Terra, logo após a tomada de posse, que vai ocorrer esta manhã. Os portugueses sabem perfeitamente que não há soluções milagrosas. Não gostam é de sofrer com a incompetência de quem lidera. Cá estaremos, aqui no Correio da Manhã, para escrutinar os resultados de um ministro que vem da sociedade civil, um político que chega de fora da política, mas cuja avaliação terá de ser feita, como sempre, à luz do interesse público.

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