Carlos Rodrigues

Diretor

"Carneiro deve anunciar aprovação do orçamento de 2027 assim que for reeleito no PS"

20 de fevereiro de 2026 às 00:32
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O regresso à arena parlamentar mostrou três coisas principais. Em primeiro lugar, é claramente exagerado dizer que o Governo está ferido de morte. Pelo contrário. A partir do momento em que decidiu atuar e foi para o terreno, o Executivo começou a dar a volta à situação. Basta ocupar o espaço com medidas com cabeça, tronco e membros. Os portugueses percebem que não há milagres para resolver os problemas graves gerados pelo mau tempo. Não entendem nem aceitam é que se dê ares de que ninguém se preocupa nem sabe o que fazer, como pareceu no início. O segundo dado relevante é a diferença que faria se houvesse mais um bom ministro político no Governo. Ontem, Montenegro foi primeiro-ministro e ministro da Administração Interna, e fez ambos os papéis com a qualidade política que se lhe reconhece, de tal forma que, por instantes, parecia que o Executivo tinha duplicado de qualidade. Era só um, mas parecia ser dois, e isso cria uma realidade nova e diferente. Fica de lição. Se o ministro a apresentar for um trunfo forte, deixará de parecer que estamos entregues a um Governo de um homem só. A terceira lição de ontem é que o Orçamento do Estado para o ano que vem já está aprovado. O líder do PS disse que aprovaria um retificativo se fosse preciso por causa dos estragos. O que ele queria efetivamente dizer era que, por esse mesmo motivo, viabilizará o orçamento de 2027. Devia anunciá-lo logo após ser reeleito como secretário-geral do partido, para evitar nervosismos desnecessários.

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