Carlos Rodrigues

Diretor

"Na guerra, ganha a inteligência artificial ou a estupidez natural?"

16 de março de 2026 às 00:32
Partilhar

A melhor forma de nos perdermos é não sabermos para onde vamos. A frase presume alguma sabedoria, mas limita-se a captar a essência de uma Administração americana iletrada, liderada por um político medíocre que governa o país e o Mundo como se de uma empresa imobiliária se tratasse, limitada a negócios unidimensionais, sem densidade nem matizes. Trump não sabe para onde vai nem o que quer conquistar com a maldita guerra no Irão.

Está perdido. Além disso, acaba traído pelos magníficos serviços secretos americanos e israelitas, supostamente infalíveis mas surpreendidos por um regime praticamente moribundo. Duas semanas depois, os americanos não sabem onde está o sucessor de Khamenei. Pior: afinal, não faziam a mínima ideia da quantidade de mísseis e de drones que o Irão tinha, não imaginavam que Teerão pudesse continuar a disparar, e nunca ponderaram sequer a possibilidade de o estreito de Ormuz ser encerrado. Pelos vistos, nem tinham plano para essa eventualidade, e agora pedem, à pressa, reforços navais a outros países afetados pela crise.

Pub

Na era da primeira guerra levada a cabo pela inteligência artificial, custa a entender como é possível tanta estupidez natural, tantos erros estratégicos e tantas falhas por parte do autoproclamado “maior Exército da História da humanidade”. Será o Irão novo palco para a velha metáfora do gigante Golias, derrotado pelo David, armado com uma funda e cinco calhaus?

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Partilhar