Carlos Rodrigues
Diretor"O clube de Eusébio e Coluna não pode ficar com este estigma moral"
19 de fevereiro de 2026 às 00:32Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. O primeiro artigo da Declaração Universal dos Direitos Humanos é pura poesia de verdade e de respeito pelo próximo. O estatuto editorial do seu Correio da Manhã, no fundo a Constituição que nos guia, elege precisamente a Declaração Universal dos Direitos Humanos como um dos pilares jurídicos fundamentais da ação jornalística. A condenação do racismo é absoluta e sem qualquer condicionante nem adversativa. É um imperativo categórico. As discriminações entre seres humanos, com base seja em que critério for, são erradas e devem ser combatidas sem qualquer brecha moral. No caso Vinícius ‘versus’ Prestianni, o Benfica não pode deixar de condenar todo e qualquer ato ou atitude racista. Como, aliás, o público do estádio mostrou. Os protestos contra os jogadores espanhóis foram intensos, mas em nenhum momento, que se saiba, houve o mais pequeno laivo de racismo coletivo. A profusão de comunicados já lançou o caos na comunicação do Benfica, pelo que agora deve ser o presidente do clube a falar, lançando mãos ao privilégio de ter estado em silêncio. A palavra de Rui Costa é que vale. Condenar o racismo. Investigar a fundo o que se passou. Castigar quem mereça castigo. Evitar a provocação de levar o jogador a Madrid enquanto decorre a investigação. O clube de Eusébio e Coluna não pode ficar com este estigma moral a pesar-lhe na alma por tempo indeterminado.
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