page view

'Manu' pediu para ligarem à mãe antes de morrer

Testemunha contou no Tribunal de Braga que viu Mateus Marley Machado esfaquear Manuel Gonçalves.

18 de fevereiro de 2026 às 18:25

"O Manuel deu-me o telemóvel dele e pediu-me para ligar à mãe. Deu-me o pin e eu liguei. Disse-lhe que o Manuel tinha sido agredido e que viesse o mais rapidamente possível para o Bar Académico". Mónica Vale, de 17 anos, presenciou o momento em que Manuel Gonçalves, de 19, foi morto à porta do Bar Académico (BA) de Braga, na madrugada do dia 12 de abril do ano passado. Esta quarta-feira, contou ao coletivo de juízes que está a julgar Mateus Marley Machado, de 27 anos, que viu o arguido esfaquear Manu, como era conhecido o jovem estudante bracarense.

"Vi o Manu a correr em direção ao Marley e ele apanhou uma lâmina do chão e atingiu o Manu", relatou, frisando não ter dúvidas de que quem atingiu Manuel Gonçalves foi o brasileiro de 27 anos que está a ser julgado. Mónica recordou que se aproximou de Manu, que estava caído no chão, que o ajudou a levantar-se. "Percebi que era grave. Quando o ajudei a levantar-se, debaixo da axila, saiu um jato de sangue", referiu.

A testemunha, que já no interior do bar tinha presenciado o momento em que Manu foi agredido "com dois estalos", após ter confrontado dois brasileiros que estariam a "minar" a bebida de uma amiga, descreveu que após ter sido agredido, e com a sua ajuda, Manuel ainda caminhou até à parede em frente ao BA. Foi ao chegar a este local que lhe passou o telemóvel para as mãos e pediu que ligasse à mãe. "Ainda me deu o pin do telemóvel e eu liguei. Identifiquei-me e disse que viesse para o BA porque o Manuel tinha sido agredido. Depois desliguei porque o Manu escorregou pela parede abaixo e caiu desfalecido. Entrei em pânico e desliguei para a mãe não perceber", disse.

Mónica Vale acrescentou que Manu não levava nenhum objeto nas mãos quando se dirigiu a Marley e que foi pontapeado na cabeça já depois de ter sido golpeado por três vezes.

Manuel Gonçalves morreu nessa mesma madrugada, quando estava a ser transportado para o Hospital de Braga. O homicida, que ficou em silêncio no início do julgamento, fugiu do local e só foi localizado pela Polícia Judiciária de Braga seis dias depois, no distrito de Castelo Branco, quando se preparava para fugir. Está preso na cadeia de Custoias, no Porto. 

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Exclusivos

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8