Carlos Rodrigues

Diretor

"O Governo tenta recuperar a empatia com o País. O pior é a economia"

30 de abril de 2026 às 00:32
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De um lado, a empatia, do outro, a economia. É evidente que está em marcha um esforço para recuperar a imagem de frieza deixada pelo Governo durante as tempestades. A apresentação de um plano global de ajuda, mesmo com o pequeno contratempo de já terem passado três meses sobre o desastre, devolve ao Executivo uma certa aura de solidariedade com o povo que sofre. Montenegro vai percorrer o País, hoje mesmo vai estar no Alentejo, para reforçar esse laço emocional que se rompeu. Veremos no próximo barómetro da Intercampus para o nosso CM se está a ser bem-sucedido, o que é duvidoso, sobretudo porque continua a insistir numa reforma laboral insensata, mesmo sabendo que o Mundo mudou desde o início desta aventura política. A continuação do impasse no golfo Pérsico lança o petróleo para o preço mais alto desde o início da guerra.

A inflação dos combustíveis está a contaminar toda a economia, e bem sabemos como a perda de poder de compra é terrível para qualquer Governo democrático. O pior é a equipa de Montenegro dar ares de ser incapaz de executar duas tarefas ao mesmo tempo. Está a recuperar a empatia, mas esquece a economia. Não há uma única palavra mobilizadora para contrariar a crise, como ontem ficou bem patente no debate parlamentar, em que o mais forte foi o jogo floral a promover um suposto duelo entre cheganos e socialistas. Muito pouco para convocar os portugueses para enfrentar as dificuldades deste novo Mundo.

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