Carlos Rodrigues
Diretor"O líder da FPF terá de escolher um selecionador capaz de ganhar"
07 de julho de 2026 às 00:32Portugal foi eliminado do Mundial de futebol depois de perder com a Espanha, apesar de ter feito a melhor exibição de todo o torneio. O golo da derrota surgiu aos 91 minutos, e desta vez nem o melhor jogador da equipa, o guarda-redes Diogo Costa, conseguiu evitar o pior. Nessa altura, já todos aguardavam o prolongamento, incluindo o selecionador nacional, que esperava o tempo extra para poder fazer mais uma substituição, e conseguir meter o avançado que faltou à equipa. Os jogadores espanhóis sentiram o adormecimento do adversário e atacaram à jugular, perante a momentânea passividade dos portugueses. A seleção nacional sai do torneio quando estava a crescer, mas a diferença entre a glória e a eliminação neste género de campeonatos é ínfima, de detalhes.
A derrota em Dallas assinala a saída de Roberto Martínez, um selecionador que nunca conseguiu ser consensual entre os adeptos portugueses. Pedro Proença, o líder da Federação, vai ter de escolher o sucessor, provavelmente um dos dois melhores treinadores portugueses, e confiar-lhe a missão de não desperdiçar uma geração de futebolistas de enorme qualidade, que está desenhada para o sucesso. A eliminação da nossa equipa representa, também, o adeus de Cristiano Ronaldo a Mundiais de futebol. Um momento histórico para o futebol português. Deixa uma herança pesada com uma série de interrogações cuja resolução não é óbvia nem vai ser nada fácil.
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