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Homicida de Aguiar da Beira com contas a zeros deixa famílias sem indemnizações

Pedro Dias matou três pessoas em outubro de 2016. Quase dez anos depois, famílias do militar Carlos Caetano e do casal Liliana Pinto e Luís Carlos não receberam um único cêntimo. Único sobrevivente, um militar da GNR, não consegue regressar ao trabalho.

06 de julho de 2026 às 01:30

Mal sentiu o projétil entrar-lhe no corpo, o guarda Ferreira tombou. Os olhos fecharam, mas não perdeu a consciência. Conseguiu ainda sentir que quem o atingira estava a arrastá-lo para o interior do mato e a cobri-lo com ramos e pedras. Depois, sentiu-o ir-se embora, julgando-o morto. O militar recuperou as forças aos poucos e conseguiu dar o alerta. O guarda Carlos Caetano, de apenas 29 anos de idade, não teve a mesma sorte. Foi a primeira vítima de Pedro Dias, que em outubro de 2016, matou três pessoas em poucas horas. António Ferreira, único sobrevivente da chacina levada a cabo por Pedro Dias, quase dez anos depois, ainda não regressou ao trabalho. Vive com uma bala alojada no corpo em que um mero movimento mal calculado o pode deixar tetraplégico. Não recebeu indemnização de Pedro Dias, à semelhança dos familiares das vítimas mortais.

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