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Absolvidos de escravatura pedem 703 mil euros ao Estado

Três romenos, que estiveram entre os 35 detidos de uma operação da Polícia Judiciária, alegam detenção ilegal, e péssimas condições prisionais.

06 de julho de 2026 às 01:30

Três dos 35 detidos numa operação da Unidade de Contraterrorismo da Polícia Judiciária, que desmantelou uma rede de angariação e escravização de trabalhadores agrícolas no Baixo Alentejo, e acabaram absolvidos de todas as acusações, avançaram com um pedido judicial de indemnização ao Estado português. Os autores da ação, todos romenos, justificam a mesma com um alegado "erro grosseiro" da justiça portuguesa (o Ministério Público pediu a absolvição, depois de ter promovido dois anos de prisão preventiva dos mesmos), e ainda "péssimas condições de detenção" que tiveram.

Recorde-se que o Ministério Público acusou os três romenos, e outros 32 arguidos, dos crimes de tráfico de seres humanos, e branqueamento de capitais. O advogado José Schwalbach representa os subscritores do pedido de indemnização cível, e recordou a "falta de provas" que levou à absolvição dos seus clientes. Agora, segundo disse ao CM, os irmãos Ionut e Iulian Buica, e Eugeniu Harcomit, pedem, cada um 234 mil euros. "Eles continuam a viver e trabalhar em Beja, mas querem ser ressarcidos de dois anos de prisão preventiva injusta", explicou.

José Schwalbach criticou ainda o facto de uma procuradora do Ministério Público considerar as "condições de detenção da cadeia de Lisboa como adequadas". "Trabalha ao lado da prisão, e nem sequer conhece o que lá se passa", concluiu. 

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