Carlos Rodrigues

Diretor

"Procurar consensos e pactos, baixar o ruído: começou a década de Seguro"

10 de março de 2026 às 00:32
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O dia da tomada de posse foi exatamente como poderíamos imaginar a investidura de um Presidente como António José Seguro. Formal, com respeito total pelos partidos, pelos antigos chefes de Estado, por todas as instituições, e, depois, a ouvir o povo e os jovens desde o momento inicial, a ser claro na exposição das ideias principais para o primeiro mandato, a ser poupado nas palavras e nas declarações à comunicação social. Este foi o dia do regresso a Belém da ideia de ‘primeira família’, com o chefe de Estado a subir a rampa de mãos dadas com a mulher e com os filhos, exercendo a narrativa do ‘homem normal’ no seu máximo, logo no primeiro dia. No discurso de tomada de posse, garantiu que vai procurar consensos e desafiar todos os partidos para entendimentos políticos com vista a resolver os problemas do País. Acima de tudo, quer baixar o ruído, e abrandar o stress institucional. O Presidente Seguro chamou-lhe “frenesim eleitoral”, e prometeu tudo fazer para o "estancar".

Adicionalmente, poderíamos deixar votos para que possa reduzir, também, o frenesim comunicacional. O País estava ansioso por um chefe de Estado poupado no discurso público, que guardasse a palavra de forma a salvaguardar a sua relevância, e jamais contribuísse para instalar a confusão permanente. Se tiver um primeiro mandato assim, será certamente premiado pela aprovação popular. Começou a década de Seguro. 

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