Carlos Rodrigues

Diretor

"São precipitadas as notícias sobre a velhice e a perda de faculdades de Trump"

29 de abril de 2026 às 00:32
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A princípio, o Mundo estranhou novo atentado contra o Presidente americano. A sequência caótica de eventos dentro daquele hotel dava ideia de um espaço onde a segurança era a brincar. Mas as teorias da conspiração voaram, sobretudo, porque Trump foi mais veloz que todos a fixar uma narrativa, e a rapidez foi tal que tivemos dificuldade, a princípio, em acreditar em tantos teoremas. Trump apareceu a falar ainda com o smoking que trazia, colocou-se como alvo, que efetivamente era, e defendeu até algumas opções políticas duvidosas, como o salão de baile da Casa Branca, com base no atentado. Porém, os factos demonstraram que se tratou de uma tentativa de homicídio do Presidente dos Estados Unidos. Depois, o líder americano aceitou dar uma entrevista ao ‘60 Minutes’, prestigiado programa televisivo, e mostrou um raciocínio fino e mordaz, acutilante, reagindo de pronto, e com agressividade, às perguntas da jornalista. “Não sou pedófilo, não sou violador”, disparou, perante a leitura do manifesto tresloucado do terrorista doméstico. A entrevista à cadeia de televisão americana CBS tem um significado político poderoso: são claramente precipitadas as notícias sobre a degradação cognitiva de Trump por causa da idade, e são ainda mais arriscadas as previsões sobre a sua morte política. Ele continua a ser, provavelmente, o melhor político do Mundo ocidental, no que à astúcia estratégica e à velocidade de reação diz respeito. 

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