Carlos Rodrigues
DiretorTem sido o ritmo constante do Governo. A cada sucesso, eis que o tempo rapidamente contrapõe uma qualquer falha ou erro na saúde, e assim se corta todo o elã político. Esta é a pergunta-chave para entender este Executivo: seria mesmo necessário tanto desgaste político em tão pouco tempo? Ontem, este ramerrame voltou a marcar o dia, sobretudo nas grandes sínteses que passam para a generalidade dos cidadãos. O ministro da Educação coloca algum bom senso na disciplina de Cidadania, de tal forma que até o Chega aparece em público a defender o ministério, tudo isto horas antes de serem divulgadas as novas tabelas de IRS, que confirmam a boa nova de que os meses de verão vão trazer mais dinheiro para os trabalhadores por conta de outrem. E eis que a uma série de boas iniciativas logo sucede o relatório da inspeção sobre as mortes por altura da greve no INEM. Pior: a ministra agrava tudo, ao contestar, ao fim do dia, a própria inspeção, abrindo, provavelmente, um caminho que redundará em demissões no IGAS, isto levando em linha de conta que a responsável governamental continuará inamovível. Vamos ser claros. A forma como o Governo não soube precaver os efeitos da greve do INEM mostra um padrão de comportamento irresponsável, que não pode ser tolerado numa área como a saúde. A simples possibilidade de que tal se repita é simplesmente inaceitável. É aqui que se joga a responsabilidade política da ministra.
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Por Carlos Rodrigues
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