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Piloto de caça norte-americano detido nos EUA por alegado treino da Força Aérea chinesa

Antigo oficial da Força Aérea, que pilotou F-16 e outras aeronaves ao longo de mais de duas décadas, foi detido após ter passado mais de dois anos na China.

26 de fevereiro de 2026 às 07:36

Um piloto de caça norte-americano foi detido e acusado de ter treinado a Força Aérea chinesa para combater aeronaves dos Estados Unidos, anunciou esta quinta-feira o Departamento de Justiça norte-americano, que qualificou os factos como "traição".

O antigo oficial da Força Aérea, de 65 anos, foi detido no estado do Indiana, após ter passado mais de dois anos na China, segundo a acusação.

A legislação norte-americana proíbe o treino de forças armadas estrangeiras sem autorização.

Gerald Brown foi piloto de F-16 e de outros aparelhos durante 24 anos nas forças norte-americanas. Desempenhou funções de comandante de unidade, participou em missões de combate e trabalhou como instrutor.

Reformado do serviço ativo em 1996, prosseguiu carreira no setor privado, onde era instrutor em simuladores do F-35, o mais avançado avião de combate dos Estados Unidos.

De acordo com a acusação, em 2023 terá estabelecido contacto com um cidadão chinês a quem manifestou a intenção de treinar pilotos da Força Aérea chinesa em operações de combate.

No primeiro dia da sua chegada à China, em dezembro desse ano, respondeu durante três horas a perguntas das autoridades chinesas sobre a Força Aérea norte-americana, permanecendo depois mais de dois anos no país.

Segundo o Departamento de Justiça, Brown, descrito como antigo instrutor do F-35 Lightning II com décadas de experiência em aeronaves militares norte-americanas, "traiu o seu país ao treinar pilotos chineses para combater aqueles que jurou proteger", afirmou Roman Rozhavsky, da divisão de contraespionagem do FBI, em comunicado.

O diretor da CIA, Kash Patel, escreveu na rede social X que o FBI e os seus parceiros detiveram um antigo piloto da Força Aérea dos Estados Unidos que alegadamente treinou pilotos do Exército chinês, qualificando o caso como "importante".

O Departamento de Justiça recordou que outro piloto norte-americano foi acusado de factos semelhantes em 2017 e detido em 2022 na Austrália, também por alegado treino em benefício da China.

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