Há três erros a fazer escola nas palavras que ouvimos nas televisões. O primeiro, cometido até por oradores mais cultos, é o "acelArar", que ao contrário de acelerar não vem do latim accelerare, mania maçadora de gente antiga. Não faltará, por isso, quem apareça com modernas justificações para a vitória da fonética sobre a gramática.
Outro erro comum, ainda há dias utilizado a propósito dos argelinos que fugiram do aeroporto de Lisboa e dos que foram detidos, é o "conterrâneos" em vez de compatriotas, embora exista a esperança de um árduo trabalho de investigação que tenha levado os jornalistas a conhecer a localidade de nascimento dos cinco magrebinos e de ela ser a mesma porque só assim serão conterrâneos.
O terceiro exemplo, não digo de ignorância primária mas de fidelidade ao portuguesíssimo meia bola e força, é o do funeral. Esta semana, boa parte dos meios referia que o funeral de Mário Soares se realizava "no" cemitério dos Prazeres, em vez de "para" o cemitério. Ensinaram-me os anciãos da tribo jornalística que funeral é a cerimónia, o cortejo fúnebre que antecede a cremação ou o enterro, e que se dá, por isso, de um local para outro.
Como estou velho e ultrapassado, senhores telespectadores!
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
No consultório, havia sempre dois temas: o Sporting e a guerra
Fanny foi salva pelo único amor que fica quando tudo acaba.
A dúvida que fica: quem abre alas aos espertalhões?
O 'Valentino' que irritou a cambada sem assunto.
No Irão, o aparelho repressivo continuará e ainda mais feroz.
Vini pode festejar como quiser, não pode é ser chamado de ‘macaco’.