Os últimos dias não deixam margem para dúvidas: durante meses, vamos ter reportagens diárias sobre o atraso na recuperação das áreas ardidas, com deputados da oposição a aproveitarem o maná e os canais de TV a seguir-lhes as pegadas, pelo menos até surgirem as cheias ou outras desgraças.
O engodo é irresistível, pois por muito que se trabalhe no terreno, descobrir-se-á sempre alguém que ainda espera, um recanto em cinzas onde a reconstrução não chegou. É só ir lá e montar o arraial.
Se tiver a noção clara de que a renovação da confiança que o País perdeu na ação do Governo é uma tarefa que nunca poderá concluir-se, António Costa seguirá a sugestão de Assunção Cristas e criará uma "unidade de missão" – ou "estrutura de missão", como prefere Marques Mendes – para coordenar os esforços de regeneração do interior.
Mas o descrédito é tão forte e a sanha dos adversários é tão grande, que não bastará a Costa arranjar essa equipa interministerial. Não.
Há que lhe encontrar um porta-voz, um bom comunicador que semanalmente – ou a toda a hora – dê conta pública do que foi entretanto concretizado.
Cansar a oposição, abusando da TV na exibição sistemática da obra feita, é o caminho que lhe resta.
E é se quer.
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