A morte de Alan Rickman, quatro dias após o adeus a David Bowie, também britânico, também com 69 anos, e também derrotado pelo cancro, não passou despercebida mesmo em dia de anúncio dos nomeados para os Óscares.
Ainda bem que assim foi, pois o talento do ator e realizador exigia reconhecimento. Mas Rickman foi lembrado sobretudo como o sinistro professor Severus Snape de ‘Harry Potter’ - e vilões carismáticos, como o xerife de Nottingham em ‘Robin Hood: Príncipe dos Ladrões’ e o terrorista Hans Gruber em ‘Assalto ao Arranha-Céus’ -, como se ele não tivesse tido vida além dos blockbusters que renderam fortunas a Hollywood.
Rickman foi isso, mas foi muito mais. Há quem o lembre como Jamie, que volta para a amada após morrer em ‘Um Fantasma do Coração’, descrito por um crítico como "o ‘Ghost - O Espírito do Amor’ para gente que pensa", e que teve o azar de estrear em 1990, ano em que Patrick Swayze e Demi Moore foram vistos por milhões a moldar barro ao som da ‘Unchained Melody’.
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Dura duas horas e meia e pode chocar os mais sensíveis, mas ‘O Renascido’ merece ser visto a partir de quinta-feira.
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