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Eduardo Caetano Sousa

Coronel

A paz que parece

29 de agosto de 2026 às 00:30

A visita algo surpreendente e não anunciada do Diretor da CIA, John Ratcliffe, a Moscovo, foi o acontecimento relevante da política diplomática dos últimos dias. Os EUA são parte decisiva na resolução da guerra na Ucrânia e estão em conflito aberto com o Irão no Médio Oriente. A Rússia, também ela, está em guerra sem tréguas com a Ucrânia e é parceira ativa no apoio ao regime iraniano. Tal como a China. Não se sabe o teor e os objetivos da “viagem mistério” de Ratcliffe, mas certamente a Administração de Donald Trump pretende alinhar pontos de convergência para acautelar linhas geopolíticas que podem ser dramáticas. Nas duas frentes de guerra. Pôr fim às ameaças bélicas da Rússia no continente europeu, garantir a soberania da Ucrânia e encontrar mecanismos ajustados para uma nova arquitetura de segurança e defesa na Europa, não é tarefa fácil. As fronteiras da guerra na Ucrânia podem alargar-se a outras partes da Europa, mais rapidamente do que se pensa. A História recente dá-nos exemplos de realidades próximas. A paz no continente europeu está muito longe de estar garantida. O outono que se aproxima, pode ser, ainda assim, o palco temporal construtivo de um cenário que encontre caminhos para a paz.

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A paz que parece

As fronteiras da guerra na Ucrânia podem alargar-se a outras partes da Europa.

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Ceuta agitou o final de julho e o início do agosto europeu.

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