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Armando Esteves Pereira

Armando Esteves Pereira

Diretor-Geral Editorial Adjunto

Taxa baixa

03 de outubro de 2026 às 00:30

Um estudo do Banco de Portugal prova que os bancos são rápidos a acelerar na subida as taxas de juro dos empréstimos, enquanto travam o aumento do rendimento dos depósitos.  Portugal está longe dos países da Zona Euro onde a poupança no banco é melhor remunerada. O juro médio dos novos depósitos a prazo de particulares subiu para 1,63%. Mas além de estarem longe da inflação, o que significa que as poupanças estão a perder poder de compra, estas taxas também contribuem para aumentar a margem de lucro dos bancos. Em Países como a Itália, Finlândia, Lituânia, Letónia e Países Baixos a média de rendimento dos depósitos já é igual ao superior à taxa máxima dos nossos certificados de aforro (2,5%). Isto significa num montante de depósitos de particulares que já ultrapassou os 200 mil milhões de euros, que a banca portuguesa arrecada perto de dois mil milhões de euros por ano com esta diferença. Por cá, os certificados de aforro, apesar de estarem também muito abaixo da inflação, ainda são uma alternativa vantajosa face aos depósitos. A diferença é quase de 0,9 pontos percentuais. Isto significa que cada 10 mil euros aplicados  nos certificados de aforro rendem por ano mais 90 euros do que o mesmo montante em depósitos bancários. 

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