Com a greve iniciada ontem, chegou-se ao fim da linha: de um processo negocial fictício e de uma oportunidade de, com 0,4% do orçamento do Ministério da Justiça, resolver um problema que há anos perdura e que é obsceno. E o problema é: o trabalho à noite e ao fim de semana na Polícia Judiciária é pago a valores como 3,61 euros por hora.
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Nem tudo ficou concluído por Luís Neves na PJ.
Modernização? Faltam materiais de sustento do trabalho diário.
A dignidade de quem desaparece exige especialização, rapidez e coordenação.
Boa governação não é apenas decidir, é decidir a tempo.
Os polícias sabem que a integridade física – e, em casos raros, a própria vida – entra na equação no cumprimento do dever.
Os tribunais continuam a funcionar como sempre: em calamidade permanente, à última da hora, sem estratégia e à custa de quem lá trabalha.
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