Armando Esteves Pereira

Diretor-Geral Editorial Adjunto

Estado negligente

18 de agosto de 2017 às 00:32
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As tragédias que mataram dezenas em Portugal têm um padrão comum: o desleixo das entidades públicas que deviam ter previsto que algo poderia acontecer e nada fizeram para evitar acidentes.

Na ‘estrada da morte’, o Estado não fez cumprir a lei que impõe corredores limpos de vegetação na berma. Na Madeira nenhuma autoridade previu que uma árvore centenária podia cair. Desgraçadamente, na Senhora do Monte caiu quando havia mais gente.

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Não foi azar ou castigo divino; foi homicídio por negligência das entidades que deveriam curar para evitar tragédias. Além da perda de vidas, estes desastres são sintomas de um Estado desleixado e negligente.

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