A pressão de Washington para Paris e Berlim libertarem reservas de gasóleo, o apelo de Donald Trump a Zelensky para não atacar refinarias na Rússia e a deslocação de meios norte-americanos para o Médio Oriente, indicia que a crise energética está para durar e, provavelmente, irá agravar-se com a chegada do frio.
Aos conflitos armados, acresce a instabilidade social, provocado pela ausência de resposta ao custo de vida, à crise na habitação, à segurança, à imigração, ao avanço da IA que ameaça o emprego. É neste contexto que o Governo apresenta esta semana o Orçamento, correndo o risco de ficar desatualizado no dia da aprovação. É impossível fazer previsões num mundo tão inquieto e é na imprevisibilidade que a discussão se deve centrar. Encontrar alternativas para o que não queremos que aconteça, mas está a acontecer.
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