Armando Esteves Pereira

Diretor-Geral Editorial Adjunto

Trabalhos na Caixa

18 de março de 2017 às 00:31
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A menos que haja alguma tempestade, a Caixa Geral de Depósitos vai realizar com sucesso o processo de capitalização. Começa com uma emissão de 500 milhões no Luxemburgo, que leva uma notação de rating três níveis abaixo de lixo da própria instituição. Mas a parte mais fácil deste processo é a entrada de dinheiro fresco, que inclui obrigações subscritas por institucionais privados e a montanha de 4 mil milhões dos contribuintes.

Mais complicado é a redução dos custos, a dispensa de 2200 pessoas e o encerramento dos balcões. Já se notam protestos legítimos com o encerramento de agências em algumas vilas.

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A missão da equipa de Paulo Macedo não fica por aqui. Ainda há muito lixo tóxico para limpar, depois das imparidades superiores a três mil milhões abatidas nas contas de 2016. Mas o maior desafio da nova administração é colocar a Caixa a ganhar dinheiro, reforçar o seu músculo financeiro para ajudar a economia portuguesa. Depois deste esforço, a Caixa não pode voltar a pedir mais dinheiro aos seus patrões.

Política de juros

A autoridade monetária do dólar, a Reserva Federal, voltou a subir os juros e sinaliza novas decisões ainda este ano. O BCE mantém o dinheiro barato na Europa, pelo menos até 2018.

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